Friday, June 03, 2011

As palavras surgem outra vez sobre o branco sem fim. Esse 'Pacto' recomeça lembrando a poesia e o tempo. Palavras e imagens, naves perdidas na imensidão do azul, conduzem para um distante lugar.
O poema de Kostantino Kaváfis


Velas

Os dias do futuro erguem-se diante de nós
como uma série de pequenas velas acesas
pequenas velas douradas, quentes e vivas.

Os dias passados ficam para atrás,
uma triste fileira de velas apagadas;
as mais próximas ainda exalam fumaça,
velas frias, derretidas e recurvadas.

Não quero vê-las, entristece-me seu aspecto,
e entristece-me lembrar seu primeiro clarão.
Adiante contemplo minhas velas acesas,


Não quero voltar-me para não ver, apavorado
com que rapidez a sombria fileira se alonga,